Saturday, July 2, 2011

Salvar uma Vida: tornar-se um doador voluntário de medula óssea

Alguém próximo a mim recentemente teve leucemia e passou por um bem-sucedido tratamento de quimioterapia. Agora ela está passando muito bem.
Lamentavelmente, no mesmo andar do hospital onde ela estava internada, havia três outros pacientes com leucemia, nenhum dos quais teve a mesma sorte. Os três faleceram: um tinha 19 anos, outro 28 e o último estava na meia idade. Pelo menos dois deles tinham uma boa chance de sobreviver com um transplante de medula óssea, método efetivo em 70% dos casos. A famosa atriz brasileira Drica Moraes é um exemplo recente de alguém que se beneficiou desse procedimento.
Um fato triste é que a leucemia representa um terço de todos os tipos de câncer infantil. Muitos poderiam ser salvos se tivessem um doador de medula óssea.
Infelizmente, a maioria das pessoas não se dá conta de como é fácil se registrar como doador voluntário; basta um simples exame de sangue, ou (em alguns países) uma amostra da parte interna da boca retirada com uma haste de algodão.
Uma criança ou adulto que necessite de um transplante por conta da leucemia ou outro tipo de câncer precisa primeiramente encontrar um doador cuja medula óssea seja compatível com a sua. Esta é a parte difícil: nem todos encontram um doador. Cerca de 30% das pessoas com leucemia ou outro tipo de câncer têm a sorte de ter um familiar geneticamente compatível que pode fazer a doação. Para todo o restante (70%), a probabilidade é de 1 em 20.000 (ou mais) de alguém que não seja da família possa ser um doador compatível.
Felizmente, bancos nacionais de doadores existem em muitos países. O Brasil tem o terceiro maior banco de doadores no mundo, com mais de dois milhões de doadores voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). O Brasil perde apenas para os EUA, com quase sete milhões, e para a Alemanha, com seus quatro milhões de doadores. O Brasil, os EUA, a Alemanha e outros países estão conectados pelo banco de dados BMDW (Bone Marrow Donors Worldwide), que agrega mais de 18 milhões de doadores em 47 países. O BMDW conecta doadores com aqueles que necessitam de transplantes, ao redor do mundo.
Graças ao banco de doadores, milhares de pessoas com leucemia que poderiam ter morrido sobreviveram. Mas é preciso muito mais doadores. Se houvesse mais voluntários no Brasil ou em outros locais, dezenas de milhares de vidas poderiam ser salvas.
Tornar-se um doador voluntário de medula óssea é fácil. Se você tem entre 18 e 55 anos, basta visitar um hemocentro autorizado no Brasil. Você preenche um formulário e uma amostra do seu sangue é colhida. E é só. É muito mais fácil que doar sangue (o que também é uma boa ideia).
A probabilidade de você ser chamado para doar medula óssea no futuro é extremamente baixa, em torno de uma em mil, mas sua participação no programa é vital para aumentar as chances para aqueles que necessitam de transplantes.
Se você for realmente chamado a doar, o procedimento é simples e envolve passar a noite num hospital. Informações sobre a doação de medula óssea:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64
Informações sobre o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME):
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=677
Onde se inscrever para ser um doador voluntário:
Rio de Janeiro: INCA (Instituto Nacional de Câncer)
Praça Cruz Vermelha 23, Centro
*INCA faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h
. Não é necessário agendamento.
(21)
3207-1064; 3207-5238; 3207-1061; 3207-1580; 3207-1000
Rio de Janeiro:
Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti – HEMORIORua Frei Caneca, 8, Centro
Telefone: (21) 2509-1290
Por favor, cadastre-se como doador voluntário de medula óssea. É fácil. E imagine poder salvar a vida de uma pessoa.
Portuguese translation by Carla Cintia Conteiro.


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